Geodocs Tools
Visualizador de WMS, WMTS e WFS
Cole a URL de qualquer serviço OGC para explorar as camadas e ver no mapa — direto no seu navegador.
Precisa de mais que um visualizador?
O Geodocs organiza os dados de campo da sua equipe com mapas, relatórios e formulários dinâmicos — incluindo um proxy no servidor para serviços que o navegador não alcança direto.
Experimente o GeodocsSão três padrões da OGC (Open Geospatial Consortium) para publicar dados geográficos na web, e escolher o errado é o motivo mais comum de um mapa "grátis" parecer travado. O WMS (Web Map Service) desenha uma imagem sob demanda a cada requisição — aceita qualquer projeção e qualquer área, mas é mais lento porque o servidor renderiza na hora. O WMTS (Web Map Tile Service) serve blocos (tiles) já prontos, num grid fixo — muito mais rápido, mas só nas projeções e nos zooms que o serviço decidiu publicar. O WFS (Web Feature Service) não devolve imagem nenhuma: devolve as feições em si — pontos, linhas e polígonos com seus atributos — para você consultar e filtrar. Esta ferramenta lê os três: cole a URL e veja qual serve ao que você precisa.
O jeito mais rápido é pedir ao próprio serviço para se descrever: acrescente `?SERVICE=WMS&REQUEST=GetCapabilities` (ou aponte para o `.xml` de WMTS) e veja se a resposta é um documento XML de verdade — não uma página de erro em HTML disfarçada de 200 OK. Cole esse mesmo endereço aqui em cima: esta ferramenta faz essa checagem por você, mostra em quantos segundos o serviço respondeu, lista as camadas disponíveis em árvore e avisa exatamente qual das quatro coisas deu errado quando não funciona — endereço errado, servidor fora do ar, tempo esgotado, ou uma resposta que não é OGC. É a mesma pergunta que o `curl` responde no terminal, só que testada como o navegador realmente testa, o que nem sempre é a mesma coisa (próxima seção).
Aqui está a pegadinha que ninguém avisa: um WMS que funciona perfeitamente no QGIS pode ser inutilizável numa página web, porque o QGIS não liga para CORS (Cross-Origin Resource Sharing) e o navegador liga — e não tem jeito de contornar isso a partir do front-end, só um proxy do lado do servidor resolve, e é exatamente isso que o Geodocs roda por trás das cenas. Duas coisas quebram de formas diferentes: um endereço `http://` numa página `https://` é bloqueado antes mesmo de qualquer requisição sair — "conteúdo misto" — e nenhum proxy conserta isso, só o próprio serviço habilitando HTTPS. Já o CORS bloqueia especificamente os pedidos que buscam dados — capabilities, WFS, identificar um ponto no mapa — mas os tiles de imagem continuam carregando normalmente, porque uma tag `<img>` nunca pediu permissão a ninguém. Testamos manualmente oito serviços públicos conhecidos: seis passaram no CORS, dois não (mundialis e o IBGE do Brasil) — não espere que todo endereço da internet funcione aqui.
O documento de capabilities descreve as camadas como uma árvore, não uma lista — e isso é literal: um serviço pode agrupar camadas relacionadas dentro de um `<Layer>` pai que não tem `<Name>` nenhum, só existe para organizar as filhas visualmente (por isso você vê "(grupo)" em vez de um nome real). Ativar um grupo inteiro ativa tudo que está dentro dele; ativar uma folha individual liga só aquela camada. Nem toda camada aceita clique: o atributo `queryable` decide se dá para consultar aquele ponto do mapa com `GetFeatureInfo`, e camadas puramente decorativas — um contorno, uma grade — normalmente vêm marcadas como não consultáveis. A árvore que você vê aqui é a mesma hierarquia que o servidor publicou, sem achatar nada — é isso que faz um grupo aparecer como grupo, e não sumir.
Um WMS te devolve um retrato do mapa — pixels, sem geometria, sem atributos, ótimo para visualizar e imprimir, inútil se você precisa somar áreas ou filtrar por um valor de atributo. O WFS resolve exatamente esse problema: ele devolve feições vetoriais de verdade — a geometria e todas as colunas que o serviço publica — no mesmo formato que os outros visualizadores deste site já usam, então dá para abrir a tabela de atributos, clicar numa feição no mapa e ver seus dados como se fosse um arquivo GeoJSON carregado localmente. A troca é velocidade por completude: um WFS com centenas de milhares de feições demora mais para responder e este site limita quantas feições ele traz de uma vez — mas cada uma delas vem com dado de verdade, não só um pixel colorido.
Já testamos mais de 60 endpoints WMS, WMTS e XYZ públicos — imagens de satélite, mapas topográficos, dados de referência de governos — e registramos o código de resposta, o tempo e se cada um funciona de fato num navegador (não só no `curl`). O guia completo, com URL, camadas e projeção de cada serviço, está em https://geodocs.io/pt/blog/free-wms-wmts-basemap-urls-2026 — cole qualquer uma dessas URLs aqui em cima para explorar as camadas antes de usá-las no seu projeto.